Barril de Póvora (Linha de Frente)

Grupo: Escadinha
Álbum: Brazil1
Ouça o som:   tocar tocar tocar



é irmão, o sol se põe, e a noite se aproxima
pai nosso que estais no céu
obrigado por mais um dia
da vantana posso ver o metrô passando
muitos voltam do trampo e outros da diversão
quem sabe um primo as minas meu irmão
aqui o barato é loco e o processo é lento
aí, até o cão dobra o joelho
quando criança eu era vidrado em filmes de ação
fuga de alcatraz poderoso chefão
ah parece fácil pura ilusão
muita calma ladrão um dia a gente sai daqui
mas enquanto a hora não chega escuta isso aqui

o clima de terror por aqui é constante
sua febre é medida a todo instante
a muralha me dá agonia
tá pela ordem amanhã é outro dia
segunda sem lei cortesia da casa
o predador se transforma em caça
o se eu vacilar tudo acaba pra mim final ruim
aqui dentro é assim
em minhas orações peço a jesus
que ele me abençoe e me mostre a luz
a covardia é aliada a traição
se engrupar custa caro irmão

livros me ajudam a passar o tempo
um cigarro melhor amigo no momento
mente vazia oficina do diabo
mais uma página mais um trago
a justiça é cega a idéia é quente
motivo grana motivo cor
eu não sou filho de doutor
tô pagando minha pena a vista
pra mim maluf sim que é artista
rouba milhões milhões e ninguém vê
e eu que venho preso não dá para entender
calor de mil graus futebol rola solto
guerreiro titular da camisa oito
facínora versos sistema
jogo problema segue o dilema
o muro é a fronteira do mundão
tô livre em pensamento e minha rima em ação

pra sociedade vida vida não tem valor
mas um pretinho só reduzido a pó
atrás das grade mais um delinqüente
mente perigosa intransigente
o estado só investe na repressão
se esqueceu da minha recuperação
é um absurdo este sistema carcerário

e eu que venho preso não dá para entender
calor de mil graus o futebol rola solto
presidiários versos sistema
jogo problema segue o dilema
o muro é a fronteira do mundão
tô livre em pensamento e minha rima em ação

pra sociedade minha vida não tem valor
mas um pretinho só reduzido a pó
atrás das grades mais um delinqüente
mente perigosa intransigente
o estado só investe na repressão
se esqueceu da minha recuperação
é um absurdo este sistema carcerário
cães bombas armas vezes presidiários
tô muito loco dessa patifaria
não consigo assimilar tanta covardia
somos apenas um número e nada mais
cadáveres ou não tanto faz
ontem la na dez tiraram uma vida
o finado estava de vencida
já era pra ter ido mas não foi
vacilou errou não teve boi
é lamentável eu fico aqui pensando
um número a menos pro estado
e uma mãe a mais chorando
quem é quem difícil saber
só mesmo deus pra nos proteger
eu poderia ser um leonardo pareja
mas sei que o sistema quer tenho certeza
talvez um lúcio flávio um fernando da gata
nas ai a vida bandida é ingrata
por enquanto na minha vou ficar
vou subir a escadinha devagar
eu vou torcer pela paz
eu vou dizer ao crime nunca mais
é preciso ser linha d'frente
a pior prisão irmão é a da mente
mas saiba que desta forma você não me prendeu
seu pior pesadelo sou eu
a muralha me dá agonia pela ordem amanhã é outro dia





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