Filme de Terror

Grupo: Nega Gizza
Álbum: [Desconhecido]
Ouça o som:   tocar tocar tocar



País da democracia racial
Da mulata exportação, da beleza natural
Brasil ! nação feliz, um país tropical
País da pedofilia, futebol e carnaval
Brasil, que nos condena a viver como animal irracional
Vamos fingir que vai passar , vamos fingir que é natural !
O tempo do conformismo já passou.
Não quero guerra, só quero amor. !
Não temos armas, chega de horror
Troque esse filme de terror
Me digam o que tenho que ser, que eu serei
O que tenho que aceitar, eu agradecerei
Me digam se sou feliz, e direi graças a deus
Meu futuro foi tramado por parentes seus
Me deixem comer os restos dos ratos
Me deixem lustrar as graxas dos seus sapatos
Nascemos pra morrer feliz de fome
Nascemos sem se orgulhar do próprio nome,
Como a família do sarney pode querer me convencer
Como a família do acm pode achar que posso crer
Que eu ache tudo isso lindo e natural ?
Eles saqueiam nosso estado e povo passa mal
Rezar um terço, um pai nosso não é o suficiente
Concentram renda, e não se acham indecentes
Ô maranhão, terra de pretos transfornados em capachos
Ô salvador, terra de pretos já domados aos laços dos carrascos
Descruza os braços,
Siga meus passos
O som é o rap, esse é o compasso
Nós somos povo, deus, os donos da razão
Eles são reis, opressores, uma caixa de ilusão
Se não quiserem dividir o que é nosso, aquele abraço
Precisamos nivelar tudo por cima, sem esculacho
Filme de terror é o que eu vejo
Botar a chapa quente é o meu desejo
O que for meu eu protejo
Pegue a sua arma e vá buscar o que é nosso
E traz pro lado de cá pa pa
Filme de terror é o que eu vejo
Botar a chapa quente é o meu desejo
O que for meu eu protejo
Pegue a sua arma e vá buscar o que é nosso
E traz pro lado de cá vai lá
Vamos tirar esse nariz de palhaço
Se não quiserem, então só resta nivelar tudo por baixo
É uma afronta a vida humana
Não querem vida, só querem grana
Não há revolta em minhas preces
Nada mais me estarrece
Não há no fundo um ideal
Esse é a penas o meu jeito de menina marginal
O povo quer terra, ninguém quer esmola
Mas quem se rebela nessa senzala enfrenta a degola
Somos parte de um povo sem futuro
De uma gente sem cultura , sem orgulho
Os brancos na orla, os pretos no morro
Os índios sufocados contra o muro
Não é normal perseguição policial
Aceitar que a desgraça é uma tendência mundial
Não é legal ser criticada no jornal
Sou retardada, apaixonada pelo bem, e pelo mal
A poesia é nesse tom pejorativo
Meu irmão é desertor e meu pai é fugitivo
Não me chame pra debate
Só me chame pro combate
O arrastão é o novo hit do verão
Só sangue bom. só sangue bom !
Filme de terror é o que eu vejo
Botar a chapa quente é o meu desejo
O que for meu eu protejo
Pegue a sua arma e vá buscar o que é nosso
E traz pro lado de cá pa pa
Filme de terror é o que eu vejo
Botar a chapa quente é o meu desejo
O que for meu eu protejo
Pegue a sua arma e vá buscar o que é nosso
E traz pro lado de cá vai lá
O futuro é a fadiga, o passado é o fracasso
Obedeça , siga as regras e não dê nem mais um passo
Sua alteza dá esmola para os pobres depois foge
Não aceite, não concorde isso não pode
Vai rever sua nobreza vai gozar do paraíso
É o tom do animal, é o tom do inimigo
Tranca as grades dos castelos
Pinta a cara de seus filhos de verde e amarelo
Nos tratam como doentes
Só porque não temos dentes
Passa a mão na minha cara , diz que sou inteligente
Tudo que eu não queria é morrer com indigente
Mas eles sobem no palanque e nos convence
Que tem pena da miséria dessa gente
Se seu coração diz
Vai !!! vai !!! vai pro combate !!!
Se seu punho diz
Vai !! vai !! vai pro ataque !!!

Não vou morrer pelo brasil
Não vou morrer pelo brasil





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