Assim Segue

Grupo: Terceira Safra
Álbum: CD Promo
Ouça o som:   tocar tocar tocar



[Phill]

Lá se vão um, dois, tres, quatro, mil
Num mar de gente sem futuro aqui é brasil
Todo dia uma batalha nessa guerra sem ter fim
Amo minha pátria mas minha pátria já não vê assim
Não tem parquinho só criança no farol
No fim do dia a calçada vira lençol
Onde sonhava em ser criança, acabou a esperança,
Roubaram a sua infância e hoje só quer vingança
Prisão sem cela, prisioneiro sem corrente
Pura sequela, máquina de delinquente
Povo resistente, força de capoeira
Que faz formar no morro as black panther brasileira
Aqui barraco é luxo, sociedade em declínio
Pra morador de rua viaduto é condomínio
To cansado de promessas, provaram quem são fraude
Pra quem mora em brasilia o planalto virou playground
Não quero chuva de bala pra ver as mãe sofrer
Mas nasci soldado então é matar ou morrer
Entre as perda do mundão, a maior foi a paz
E hoje a favela sabe a falta que ela faz
Com voces planeta ódio salve, mundo cruel
Não vou seguir, sem terminar o meu papel (ooohh)
Pai do céu por favor me dê coragem
Pra vagar nesse inferno que eles chamam de cidade
Só fita os muleque sem pai, sentindo ódio
Em vez de pular muro querendo subir nos pódio
Dá revolta né? Nóis tem culpa em parcela
Tem nego que vira nigga e esquece da favela
E assim desde o inicio não dá pra escapar
A vida corre perigo tio tá longe de acabar
Isso é só um resumo que me faz pensar
Que só com outro big bang o mundo vai mudar

[Maltrapilho]

E um momento de conflito sempre penso em paro,
Será que o amor nasce da alma de onde temos plantado,
É claro, se eu fizer isso, pensando em retorno
A ingratidão é bem maior pra me matar de desgosto
O mundo, onde a guerra se disfarça de paz,
Onde a unica esperança do homem não existe mais
Sou capaz de correr pelos que não pode
E acreditar que é nois memo porque aqui ninguém socorre
Seria bom se fosse só uma mão lava a outra
E nunca usada pra tomar atitude tola
Um sorriso é sempre bom pra mostrar que vencemos
A mão-de-obra barata que nos submetemos
Todo dia, pra viver de uma forma
Quantos morreram trampando e não tao nos livro de história
É foda, trabalhar e saber oque eu ganho
Não me dexa morrer mas não compra meu sonho
Se os neguin sem pai que é esquecido no tempo
No amanhã não é o congresso que será o bom exemplo
As favelas, são locais de sentimentos destruídos
Que a cada segundo choram não tem um ombro amigo
Só quem chora sabe, cada peso de uma lágrima
Queria os neguin de trófeu na foto com as medalha
Se pudesse eu programava o amor no ser humano
E o ódio eu deletava, ao decorrer dos anos
No passado chicotada era pra negro revoltado
Hoje o chicote é cromado e atribuído no enquadro
E é o medo dos muleque na abordagem violenta
Alimenta nosso ódio que por eles só aumenta
Sonhos mudam a vida, faço minha trajetória
O sistema opressor não impede minha vitória
Quero subir no pódio e gritar que eu venci
Porque na guerra eu já to desde o dia que eu nasci.

[Projota]

E foi aí que eu decidi escrever rap, e fui
Encontrar o caminho onde um homem evolui
Tava cansado do que o mundo oferecia de bandeja e fui atrás,
Sabia que existiria mais
Por tras das leis, por tras da verdade forjada
Encontrei amigos e um sonho nessa caminhada
Se deus me deu caneta, eu devolvi poesia
Passei a decorar todos rap que eu ouvia
E um dia comprei uma corrente, que tinha cor de prata
Mas não era de prata (não), reciclagem de lata
Comprei duas camiseta bem larga junto
Um mes depois comprei uma calça pra fechar o conjunto
E me senti mais vivo, funcionava como incentivo
Mais um motivo, pra eu acalmar meu lado agressivo
Depois joguei tudo isso fora, enfim
Tava maduro pra enchergar que o rap já tava dentro de mim
Tipo daniel san, mestre miyagi,
O karate que vem de dentro da alma, não há quem pague
Pupílo consciente, mostrei dedicação
Meu coração é uma junção de brown, mv e helião
Sou os tiozin nos bares, fujo da solidão
Sou família nos lares, fujo da multidão
Sou zumbi dos palmares, fujo da escravidão
Mas meu quilombo é fone nos ouvido e rap pesadão
Somos notorious big, também somos tupac
Irmão que sai do crime, pivete que larga o crack
O rap é piripaque no seu sistema nervoso
Do caminho que escolhi hoje sou orgulhoso
Muita treta chegar, mais ainda manter
Se a caneta estourar, vou sangrar pra escrever
A dedo pra que a nossa honra seja mantida
Pois quem tem medo de sofrer não merece o melhor da vida (não)

E assim segue
E assim segue
Terceira safra (ahãm)
É nois

Correção: @Hheithor





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