As Vaidade Du Mundu

Grupo: Trilha Sonora do Gueto (TSG)
Álbum: Purke Tudo num Mundo É Vaidade
Ouça o som:   tocar tocar tocar



A humanidade ela ta toda perdida
Não sabe nem pondera o valor de uma vida
Ninguém ama ninguém, é raro quem é louco
Tirando eu cascão te garanto que são poucos
Será que é assim que Deus que ver a gente?
Exército vencido por maconha e água ardente
É chato mais é fato, verídico, atual
Na luta incessante que travamos contra o mal
Ninguém tem paciência de plantar para colher
Como tudo é vaidade só acredita no que vê
Tira exemplo o meu capão
Que é um dos maiores guetos
Não falo de um bairro teu, pois confesso eu sou suspeito
No capão a molecada só quer ter um 12 molas
Uma Twister [???] e mulher só as da hora
Ninguém quer pagar veneno de estudar por oito anos
Pra sonhar em ser doutor, ser frustrado nos seus planos
Você que canta o rap, pensa alto coisa e tal
Acha aí uma saída pra acabar com esse mal
Como cê quer que eu te escute
Acredito em você?
Você também é uma vítima dos homens do poder
Você não acha que já era, que esse mundo ta perdido?
Só Jesus voltando mesmo pra salvar os oprimidos

Eu quero mostrar pra você o meu estilo de vida
Eu não bebo eu não fumo eu só faço uma corrida
Pra poder o meu Zequinha ter no que se espelhar
Porque se assim não for veja bem no que vai dar
Meu pivete fica fraco sem ter orientação
O sistema mina as bases, manipula o coração
Fica ele meio amargo sem ter fé no amanhã
Parecendo filho rico lá deitado no divã:

"O doutor eu estudei no Dante Aligrieri
Morei fora quatro anos, nunca entrei num DP
Não conheço uma favela, nunca vi um favelado
Não entendo o motivo que me fez um viciado
Será que eu to colhendo tudo o que o meu pai plantou?
Ele achava que o dinheiro compra tudo até o amor
Não sabia hoje sabe, eu garanto é verdade
No mundo material quem domina é a vaidade."

Refrão:
E seja escrevo do dinheiro abandone o amor
Seja amigo do inimigo e perca a paz do Senhor
O dinheiro compra tudo e corrompe o coração
Lembra Judas que vendeu Jesus Cristo pros vilão
Seja escravo do dinheiro, perca a sua paz eterna
Seja amigo do inimigo e vegete aqui na terra
O dinheiro compra tudo, sua camisa, seu cordão
Só não compra o passaporte pra você entrar lá no céu

Sou bocão, da Diogo sou mais um da humanidade
Eu confesso que modéstia to sofrendo de verdade
cês não sabem, mas aí, olha só eu vou falar
O poeta sofre mais porque para pra pensar
No que aqui eu to passando e no que lá você já passou
Ele herda do seu pai a herança do seu vô
Ele fica chateado quando a tiazinha crente
Tem um filho que adora a quadrada e dois pentes
Quando o tio que é pedreiro e construiu a escola
Vai com o filho pedir vaga, ouve: Não, volta outra hora
E o poeta se revolta quando os vermes do sistema
Faz reunião com o rap, e o rap diz que vale a pena
Quando o povo que faz parte de outro gênero musical
Diz pro rap, participa, e o rap diz que ta normal
Me revolta porque eu lembro que não muito na antiga
Nós não era um Zé ninguém, e esses putos se mordia
Quando eles via a gente entortava o nariz
Hoje quando vê a gente: Tamu junto, é o que diz?
Tamu junto o caralho, sem futuro, oportunista
Você ta junto com os pipoca, tira o meu nome da lista
Você já viu eu na Gimenez, ou no trouxa do Faustão?
Sai pra lá baba ovo, aqui cê não cola não
Tem até um ex PM que matava lá no morro
Hoje é dono do Hutúz e entrega prêmio pro meu povo
O bagulho ta desandado, eu acredito, é verdade
No mundo material quem domina é a vaidade

Refrão

Eu queria comentar a respeito do amor
Se o malandro me permite, escuta aí, faz favor
cê se lembram que eu falei
Quem não ama não tem alma
Nem na hora do BO, vai conseguir ter a calma
Suponhamos que então, eu estou dentro da agência
Fugitivo da justiça, sem amor nem conseqüência
No meu subconsciente eu tenho aquela decisão
Pra cadeia eu não volto, eu prefiro o caixão
To armado até os dentes, de granada e fuzil
Tira o pino, erga a mão, lá de fora você me viu
Você já logo pensa alto, vai fazendo um castelo
O bagulho azedo, vamu tudo pro inferno
E na sua mente começava a contagem regressiva
Nove, oito, sete, seis, faltam cinco pra partida
O que cê não esperava é que tava ali na fila
Pagando a conta de luz, sua ex com a sua filha
Você ganha, não acredita, já começa a gaguejar
Aí jão, passa o pano quem ta lá
To num beco sem saída, você vai ter que me ouvir
Sei que é duro pra você, imagine então pra mim
cê não ama mais ninguém, se tornou um morto vivo
Eu só to me adiantando porque eu sou um oprimido
Toma aqui a minha arma, não é porque ta dando errado
É que Deus acabou de me pregar um ditado
Que a vida das pessoas que a gente nunca viu
Pode ser um tanto fácil para apontar um fuzil
Só que a partir de agora eu aprendi a respeitar
Vou amar quem não conheço como fez o Jeová
Porque ta ali na fila minha filha sangue bom
Põe o pino na granada e vamos juntos pra prisão

"Aí, joga as armas no chão e sai com a mão na cabeça
O bagulho ta cercado, 75437
Sou eu chefão, qual que é a fita?
Aí ladrão, agora o rap já era"

Eu só fiz essa viagem pra nós mesmo aprender
Que a dor só é bem vinda quando não for em você
Vida loca também ama, vida loca vai pra guerra
Ele é o que precisa mais amor aqui na Terra
Tenho que amar o irmão como eu amo a mim mesmo
É doidão eu aprendi na balança por um peso
Acho que todo ladrão também tem que analisar
Pois um dia ali na agência sem ele esperar
Pode estar ali na fila depositando um dinheiro
Sua filha, sua mãe, o seu pai, o seu parceiro
E aí vai aprender que o amor é uma verdade
No mundo material quem domina é a vaidade

Refrão





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